Indústria 4.0: o que o Brasil pode começar a fazer hoje para aproveitar essa revolução?


Como anda o Brasil nessa história?

Olhando para nossa realidade atual, o primeiro ponto a ressaltar é o alto investimento necessário para viabilizar a digitalização das máquinas. Em tempos de crise econômica será que temos condições de implantar a manufatura digital?

Vendo modelos de países desenvolvidos como a Alemanha, por exemplo, e sabendo que aquela tecnologia custa bem caro, nós reconhecemos a nossa dificuldade de chegar lá.

E não é só isso. De acordo com o último estudo publicado pelo Barômetro Global de Inovação , divulgado em forma de Infográfico pela revista Época Negócios, a distribuição regional é desigual.

Por outro lado, Schwab diz que a Revolução Industrial 4.0 pode elevar o nível global de rendimentos e melhorar a qualidade de vida de populações inteiras. Isso reforça que as mudanças serão mais positivas do que negativas.

E assim como ele, outros estudiosos e profissionais afirmam que o Brasil não pode deixar que apenas o fator custo nos bloqueie no caminho da evolução rumo a uma nova indústria.

Isso vai exatamente de encontro ao princípio Kaizen de melhoria contínua, significando que temos outros caminhos para chegar lá. Um grande exemplo é a própria tecnologia da informação e seu nível de automação que já temos em nossas mãos.

Um outro fator que precisamos mudar para chegar lá e que podemos começar a fazer desde já é capacitar gestores, técnicos em sistemas, analistas de dados e todo e qualquer profissional de áreas afins.

Nesse contexto e talvez mais importante ainda, precisamos de lideranças presentes e engajadas na indústria, alinhando processos, indicadores de resultados e metas alcançáveis.

E isso só vamos alcançar fazendo com que as estratégias antes concentradas no topo da organização desçam até o chão de fábrica, possibilitando que todos trabalhem em busca do mesmo objetivo.

A palavra de ordem aqui é execução com disciplina e métodos adequados que consequentemente levarão aos resultados esperados.

Segundo dados levantados pelo ITERIS em estudo com 180 empresas, 71% das pessoas entrevistadas por eles afirma que tem dificuldade de implementar sistemas simples ou um fluxo de trabalho, o que acaba por negligenciar a automação de processos.

Obviamente, não são apenas as pessoas que precisam mudar para a digitalização da manufatura. Temos uma ausência de políticas de incentivo por parte do governo.

E aí falo não apenas do investimento financeiro, mas também do aporte em conhecimento, fatores que junto a liderança e capacitação interna das empresas como mencionado anteriormente, também precisam caminhar. Mas esse já é assunto para um outro momento…

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